A Ilha das Cores: Descobrindo Temperaturas nas Cores

Desenvolvida por: Nayand… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Artes Visuais
Temática: Cores Quentes e Frias

A atividade 'A Ilha das Cores: Descobrindo Temperaturas nas Cores' é uma experiência multidisciplinar que busca explorar a teoria das cores, especialmente a diferenciação e utilização de cores quentes e frias, de maneira prática e lúdica. Inicialmente, os alunos participam de uma caça ao tesouro, onde a missão é encontrar objetos que representem as cores quentes e frias no ambiente escolar. Esta etapa visa desenvolver a observação e a aplicação das aprendizagens em contextos reais. Posteriormente, uma apresentação breve contextualiza o conceito de cores nas artes, proporcionando uma compreensão teórica que será fundamental para a atividade subsequente. Na segunda fase, cada aluno se transforma em um artista ao criar seu próprio 'mapa da ilha das cores', uma expressão artística que envolve o desenho de cenários naturais, aplicando majoritariamente as cores classificadas na etapa inicial. Este desenho não apenas encoraja a criatividade individual, mas também expõe os alunos a um processo de tomada de decisões artísticas, fundamentais para o desenvolvimento de competências artísticas e de autoconhecimento. A atividade, ao integrar práticas observacionais e criativas, cultiva um ambiente de aprendizado reflexivo e participativo, alinhado com o desenvolvimento social e emocional dos alunos.

Objetivos de Aprendizagem

Os objetivos de aprendizagem desta atividade são interdisciplinares, integrando conhecimentos de artes visuais com habilidades cognitivas e sociais. Espera-se que os alunos desenvolvam a capacidade de identificar e classificar cores quentes e frias em contextos reais, utilizando essa habilidade no processo criativo de criação de um cenário natural. Ademais, por meio do desenho, eles exercitam a organização de ideias e conceitos visuais, um trabalho que demanda planejamento e execução. A interação e discussão durante o processo possibilita o desenvolvimento de competências sociais como o respeito por diferentes opiniões e a colaboração com os colegas. Promove-se também o entendimento do conteúdo artístico relacionado à expressão pessoal e empatia, contribuindo para a formação de um raciocínio estético significativo.

  • Identificar e classificar cores quentes e frias.
  • Criar uma representação artística usando predominantemente cores quentes ou frias.
  • Desenvolver habilidades de observação e criatividade.
  • Estimular a expressão artística individual e o trabalho colaborativo.
  • Promover a conscientização sobre a importância das cores na arte e na vida diária.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF15AR02: Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.).
  • EF15AR04: Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
  • EF15AR07: Reconhecer algumas categorias do sistema das artes visuais (museus, galerias, instituições, artistas, artesãos, curadores etc.).

Conteúdo Programático

O conteúdo programático desta atividade está estruturado para apresentar de forma prática e interativa os conceitos de cores quentes e frias e sua aplicabilidade nas artes visuais. Através de uma metodologia que combina aprendizado teórico e prático, espera-se que os alunos desenvolvam um entendimento sólido sobre como as cores podem transmitir diferentes sensações e emoções, além de aprenderem a usá-las criativamente em contextos artísticos. A atividade promove uma aprendizagem prática que encoraja a experimentação e a iniciativa própria dos alunos, permitindo uma nova abordagem sobre o uso e a importância das cores na arte e na comunicação visual.

  • Conceito de cores quentes e frias.
  • Classificação e identificação de cores no ambiente.
  • Expressão artística através de cores.
  • Interpretação de sensações e emoções transmitidas pelas cores.
  • Desenvolvimento de habilidades criativas e de observação.

Metodologia

A atividade utiliza metodologias ativas que promovem o envolvimento direto e a reflexão dos alunos. Inicia-se com a Aprendizagem Baseada em Jogos, através de uma caça ao tesouro, instigando a curiosidade e o pensamento crítico na identificação de cores. Este método ativa a observação e o trabalho em equipe. A Aula Expositiva proporciona a introdução de conceitos teóricos sobre as cores, facilitando a compreensão básica necessária para a segunda fase. Nesta etapa, implementa-se a Sala de Aula Invertida, onde os alunos se apropriam do conhecimento para aplicar na criação artística dos mapas. A Atividade Mão-na-massa finaliza a metodologia, permitindo que os alunos materializem seus conhecimentos e emoções em obras artísticas. A escolha destas metodologias visa assegurar uma aprendizagem diversificada e prazerosa, atenta às várias formas de aprender dos alunos.

  • Aprendizagem Baseada em Jogos
  • Aula Expositiva
  • Sala de Aula Invertida
  • Atividade Mão-na-massa

Aulas e Sequências Didáticas

O cronograma da atividade foi planejado para otimizar o engajamento e a aprendizagem dos alunos em duas aulas de 50 minutos. A primeira aula foca no componente prático inicial, a caça ao tesouro, consolidando o entendimento das cores de forma lúdica e cooperativa. A abordagem expositiva facilita uma visão clara sobre o tema e direciona os alunos para as tarefas práticas da segunda aula. Na segunda aula, os alunos terão a oportunidade de aplicar seus conhecimentos, transformando-se em artistas ao criarem seus mapas das cores. A abordagem invertida permite que iniciem com uma discussão breve sobre o que aprenderam na aula anterior, promovendo assim a reconfiguração autônoma do conhecimento. Cada aula é planejada minuciosamente para garantir que todos os alunos tenham tempo suficiente para explorar, interagir e criar, assegurando assim um espaço de aprendizado inclusivo e eficaz.

  • Aula 1: Introdução à atividade, caça ao tesouro e identificação de cores.
  • Momento 1: Introdução à Teoria das Cores (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula explicando brevemente aos alunos a importância das cores na vida cotidiana e nas artes. Utilize cartazes ou imagens sobre cores quentes e frias para ilustrar os conceitos. É importante que você utilize uma linguagem acessível e interaja com os alunos, fazendo perguntas como: “Qual é a sua cor favorita e como ela faz você se sentir?” Observe se os alunos estão engajados e entendendo as diferenças básicas entre cores quentes e frias.

    Momento 2: Caça ao Tesouro das Cores (Estimativa: 25 minutos)
    Organize a sala para a atividade de caça ao tesouro. Divida os alunos em grupos e distribua listas com itens para encontrar, listando objetos do ambiente que exemplifiquem cores quentes e frias. Oriente que cada grupo deve encontrar os itens no espaço da sala ou pátio da escola. Durante a atividade, circule entre os grupos, estimule a colaboração e discussão sobre as cores dos objetos encontrados. Avalie a capacidade dos alunos de identificar e classificar as cores corretamente, fornecendo feedback positivo e correções quando necessário. Permita que compartilhem suas descobertas com a turma ao final.

    Momento 3: Validação e Discussão (Estimativa: 15 minutos)
    Reúna os alunos e peça que cada grupo compartilhe suas descobertas. Amplie a discussão, perguntando como os objetos encontrados se relacionam com o conceito de cores quentes e frias. Permita que os alunos expressem suas ideias e incentivem críticas construtivas entre os pares. Avalie a compreensão dos conceitos através da discussão e incentive o pensamento crítico. Finalize com reforço positivo e resuma as aprendizagens do dia, enfatizando quais emoções as cores quentes e frias podem transmitir.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Para alunos com TDAH, é essencial garantir um ambiente com o mínimo de distrações, estabelecendo limites claros de tempo para cada atividade para manter o foco. Considere criar papéis específicos dentro dos grupos que dêem esses alunos uma função clara, como anotador ou líder de grupo, para ajudar na organização. Para alunos com TEA nível 1, permita que escolham seus parceiros de grupo se possível e explique claramente as etapas da atividade, utilizando também apoio visual. Para alunos com TEA nível 2, ofereça suporte extra através de assistência personalizada ou um ajudante. Permita que usem imagens ou mímicas para expressar suas ideias durante a caça ao tesouro. Lembre-se, professor, de que seu apoio é fundamental para criar um ambiente inclusivo. Seja paciente, incentive a colaboração e celebre todas as contribuições.

  • Aula 2: Discussão sobre conceitos aprendidos, criação do 'mapa da ilha das cores' e apresentação dos trabalhos.
  • Momento 1: Revisão dos Conceitos de Cores (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula revisando com os alunos os conceitos de cores quentes e frias abordados na aula anterior. Pergunte a eles o que recordam sobre a caça ao tesouro e incentive-os a compartilhar suas observações sobre os objetos encontrados. Use cartazes ou imagens de cores para ajudar na revisão e assegure que todos os alunos compreendam os conceitos. É importante que você faça perguntas abertas para avaliar a compreensão e facilitar a discussão.

    Momento 2: Introdução à Criação do Mapa (Estimativa: 10 minutos)
    Explique aos alunos a atividade de criação do 'mapa da ilha das cores'. Dê um exemplo simples de como pode ser feito um mapa utilizando cores quentes e frias para representar diferentes áreas ou ambientes. Distribua os materiais necessários, como papéis e lápis de cor, e esclareça que eles poderão se expressar artisticamente aplicando o que aprenderam sobre cores.

    Momento 3: Desenvolvimento do Mapa da Ilha das Cores (Estimativa: 20 minutos)
    Oriente os alunos a começarem a criar seus mapas. Circule pela sala oferecendo suporte e sugestões quando necessário. Permita que cada aluno trabalhe no próprio ritmo e expresse sua criatividade. É fundamental reforçar a ideia de que não há certo ou errado, encorajando a experimentação com as cores. Observe se os alunos estão aplicando corretamente o conceito de cores quentes e frias e forneça feedback positivo ao longo do processo.

    Momento 4: Apresentação e Discussão dos Trabalhos (Estimativa: 10 minutos)
    Convide os alunos a apresentarem seus mapas para a turma. Peça que expliquem as escolhas de cores e como elas representam as áreas de suas ilhas. Estimule a turma a fazer perguntas e criar um ambiente de troca e valorização das produções. Use este momento para avaliar a inovação e criatividade nos mapas, assim como a compreensão dos conceitos de cores. Finalmente, faça um breve resumo das aprendizagens do dia e incentive os alunos a aplicarem o que aprenderam em outras situações.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Para alunos com TDAH, assegure que as instruções para a criação do mapa sejam claras e divididas em etapas simples. Ofereça lembretes visuais e verbais frequentes. Para alunos com TEA Nível 1, considere o uso de guias visuais ou organizadores gráficos para ajudar na sequência da atividade. Permita pausas regulares. Para alunos com TEA Nível 2, providencie apoio extra do professor auxiliar ou colega de classe. Utilize materiais táteis que possam ajudar na concentração. Crie um espaço tranquilo para aqueles que precisem de um ambiente menos estimulante durante a atividade.

Avaliação

A avaliação da atividade 'A Ilha das Cores' adota um enfoque variado e progressivo que inclui métodos qualitativos e quantitativos para atender às diferentes necessidades dos alunos. A observação contínua é utilizada para captar o engajamento e a interação dos alunos durante a caça ao tesouro e as atividades em grupo, permitindo ao professor entender melhor o desenvolvimento das habilidades sociais e cognitivas. Objetiva-se avaliar a compreensão das cores e a aplicação criativa da teoria através da análise dos mapas criados pelos alunos, considerando a inovação, o uso correto das cores e a originalidade nas propostas. Outro método importante é a autoavaliação, na qual os alunos refletem sobre seus processos criativos e reconhecem suas forças e áreas de melhorias, promovendo a autocrítica e a motivação. Por fim, um feedback formativo é essencial para apoiar o progresso contínuo dos alunos, fornecendo-lhes recomendações construtivas e ajudando-os a identificar seus avanços pessoais e artísticos.

  • Observação contínua durante as atividades.
  • Análise da inovação e criatividade nos mapas.
  • Autoavaliação dos alunos sobre o processo criativo.
  • Feedback formativo para o desenvolvimento contínuo.

Materiais e ferramentas:

Os recursos utilizados nesta atividade são selecionados para apoiar a exploração prática e a criatividade dos alunos, sem depender de tecnologias digitais. Materiais como papéis de várias espessuras, lápis de cor, tintas e objetos do ambiente escolar tornarão a atividade mais tátil e interativa. Esses recursos são escolhidos por sua acessibilidade e por estimularem a manipulação, habilidades motoras finas e a expressão artística. Além disso, a atividade se apoia em recursos visuais de fácil manuseio que podem ser encontrados dentro do espaço escolar, incentivando, assim, o uso sustentável e consciente daquilo que o ambiente disponibiliza. Os recursos propostos visam não apenas apoiar o aprendizado, mas também garantir que cada aluno tenha acesso equitativo às ferramentas necessárias para uma experiência de aprendizado bem-sucedida.

  • Papéis de várias espessuras
  • Lápis de cor e tintas
  • Objetos do ambiente escolar (para a atividade de caça ao tesouro)
  • Cartazes ou imagens sobre cores quentes e frias

Inclusão e acessibilidade

Sabemos que, diante de um dia a dia escolar tão corrido e cheio de responsabilidades, planejar para atender a todos pode parecer um desafio. No entanto, garantir um ambiente inclusivo e acessível também pode ser simples e efetivo. Para alunos com TDAH, utilizar cronogramas visuais e listas de tarefas auxilia na manutenção da concentração e organização. Alunos no espectro autista se beneficiam de rotinas estáveis e previsíveis, além de instruções diretas e claras. A utilização de cartões de comunicação pode facilitar a expressão de sentimentos ou necessidades para aqueles que têm barreiras na comunicação verbal. Espaços físicos com áreas de baixa estimulação sensorial estão recomendados para momentos em que há necessidade de reduzir estímulos externos. Além disso, atividades práticas podem ser ajustadas para permitir múltiplas formas de expressão e comunicação através da arte, respeitando o tempo e a capacidade de cada aluno. Cada uma dessas estratégias é pensada para ser prática e de baixo custo, priorizando pequenos ajustes que proporcionam grandes melhorias na experiência educacional.

  • Utilização de cronogramas visuais para alunos com TDAH.
  • Rotinas estáveis e instruções claras para alunos com TEA.
  • Espaços com baixa estimulação sensorial para momentos de descompressão.
  • Adaptações nas atividades práticas para várias formas de expressão e comunicação.

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