A construção dos sistemas simbólicos na Arte: dos registros repustres às linguagens contemporâneas. 

Desenvolvida por: Julian… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Artes
Temática: A construção dos sistemas simbólicos na Arte: dos registros rupestres às linguagens contemporâneas

A atividade: A construção dos sistemas simbólicos na Arte: dos registros rupestres às linguagens contemporâneas; convida os estudantes a conhecerem e explorarem as múltiplas linguagens e semioses visuais na Arte, processo esse que remonta o passado e se desdobra por toda a trajetória humana ao longo da história.  

Inicia-se com uma aula expositiva que fomenta a interpretação crítica de discursos artísticos, analisando obras que vão desde registros rupestres até linguagens contemporâneas, buscando instigar nos alunos a observação criteriosa e curiosidade acerca da temática proposta; preparando dessa forma os alunos para o componente prático da atividade.

Na etapa prática, os alunos irão trabalhar em grupos para pesquisar imagens simbólicas de culturas e tempos pré definidos pelo professor, a fim de ampliar o conceito a também trazer mais ambrangência ao tema estudado. Poderão, como parte concreta do processo, conceber e construir instalações artísticas, integrando símbolos de diferentes períodos e culturas em um tema escolhido. Este exercício não só promove a expressão criativa, mas também incentiva a empatia e a responsabilidade coletiva. Ao final, cada grupo apresenta sua instalação, explicando seu conceito e as escolhas feitas.

Objetivos de Aprendizagem

Os objetivos de aprendizagem desta atividade centram-se no desenvolvimento da compreensão crítica das diferentes linguagens visuais e suas semioses na Arte, assim como estimular a capacidade de expressar ideias por meio de produções artísticas integradas. 

A proposta está alinhada com a necessidade de interpretar e criar discursos artísticos a partir de uma diversidade de referências históricas, culturais e sociais, que por meio da Arte busca enriquecer o arcabolso histórico e critico dos estudantes. Além disso, também procura promover a colaboração e a responsabilidade em produções coletivas; habilidades essenciais no desenvolvimento pessoal e acadêmico dos estudantes do 1º ano do Ensino Médio.

  • Desenvolver a compreensão crítica de linguagens visuais na arte.
  • Expressar ideias por meio de produções artísticas integradas.
  • Promover a colaboração e responsabilidade em projetos de arte coletiva.

Habilidades Específicas BNCC

  • EM13LGG103: Analisar o funcionamento das linguagens, para interpretar e produzir criticamente discursos em textos de diversas semioses (visuais, verbais, sonoras, gestuais).
  • EM13LGG101: Compreender e analisar processos de produção e circulação de discursos, nas diferentes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas em função de interesses pessoais e coletivos.

Conteúdo Programático

O conteúdo programático para esta atividade abrange a exploração das linguagens artísticas e suas semioses através dos tempos, desde as primeiras representações rupestres até as manifestações artísticas contemporâneas. A análise crítica de obras artísticas integra o entendimento e a interpretação de elementos simbólicos e estéticos, promovendo uma visão abrangente de como a Arte evoluiu em diferentes contextos culturais e históricos. 

Esses entendimentos são posteriormente aplicados na produção prática, onde os alunos deverão integrar suas análises em criações artísticas coletivas, incentivando a apreciação das diferentes expressões culturais vistas ao longo da aula e posterior pesquisa.

  • Exploração de linguagens artísticas desde registros rupestres às contemporâneas.
  • Análise crítica e interpretação de obras de arte.
  • Produção coletiva de instalação artística.

Metodologia

As metodologias aplicadas nesta atividade incluem abordagens expositivas e práticas, integrando diferentes métodos de ensino. 

Na primeira aula, será utilizada a metodologia expositiva para introdução e exploração teórica dos conceitos fundamentais da arte e suas semioses. Essa abordagem também possibilita uma aprendizagem dirigida e detalhada por parte do professor, estabelecendo uma base sólida para a análise crítica. 
Na segunda aula, a metodologia 'mão na massa' será adotada, promovendo a aprendizagem por meio da prática criativa colaborativa, onde os alunos desenvolvem suas instalações artísticas explorando os conceitos teóricos previamente estudados.

  • Uso da metodologia expositiva para introdução teórica.
  • Metodologia 'mão na massa' para criação colaborativa.

Aulas e Sequências Didáticas

O cronograma está estruturado em duas aulas de 120 minutos cada, proporcionando tempo suficiente para a exploração teórica e execução prática. Na primeira aula, os alunos participarão de uma aula expositiva, onde serão abordados os conceitos teóricos relacionados à arte e linguagens visuais. A segunda aula será dedicada à prática, onde estudantes, divididos em grupos, irão trabalhar em suas instalações artísticas. Este plano permite que os alunos desenvolvam tanto o entendimento teórico quanto a capacidade prática de criação, integrando conhecimentos adquiridos à prática artística.

  • Aula 1: Introdução teórica às linguagens artísticas e suas semioses.
  • Momento 1: Introdução e Contextualização das Linguagens Artísticas (Estimativa: 20 minutos)
    Inicie a aula apresentando o tema geral: a diversidade das linguagens artísticas. Explique brevemente os conceitos de linguagens visual, verbal e sonora e suas semioses. Utilize recursos audiovisuais para mostrar exemplos de diferentes períodos históricos.
    É importante que você observe se os alunos conseguem relacionar as linguagens apresentadas com contextos culturais distintos.

    Momento 2: Exposição de Conceitos e Exemplos (Estimativa: 30 minutos)
    Conduza uma aula expositiva aprofundando os conteúdos sobre registros rupestres a linguagens contemporâneas. Utilize projetores para apresentar imagens de obras significativas e faça perguntas abertas para fomentar discussões curtas. Ofereça exemplos claros para melhor compreensão. Permita que os alunos façam anotações e incentivem a participação com questionamentos.
    Observe se todos estão acompanhando a exposição e esclareça dúvidas conforme necessário.

    Momento 3: Discussão em Grupo (Estimativa: 30 minutos)
    Divida a turma em pequenos grupos e atribua a cada grupo uma obra de arte para análise crítica. Oriente para que discutam entre si sobre a linguagem, os símbolos e o contexto histórico da obra. Incentive a colaboração entre os membros e a troca de ideias.
    É essencial que você circule entre os grupos para direcionar a discussão quando necessário. Identifique alunos que demonstram mais dificuldade e busque envolvê-los na discussão.

    Momento 4: Apresentação de Ideias (Estimativa: 25 minutos)
    Peça que cada grupo apresente ao restante da turma suas análises e interpretações. Providencie tempo para perguntas e respostas após cada apresentação. Reforce a importância da clareza na comunicação e o respeito às opiniões diversas.
    É imprescindível que você garanta que todos os grupos tenham a oportunidade de se expressar. Avalie a compreensão dos conceitos através da apresentação e da capacidade de argumentação.

    Momento 5: Reflexão e Encerramento (Estimativa: 15 minutos)
    Conclua a aula retomando os principais pontos discutidos. Estimule os alunos a refletirem sobre a importância da arte como forma de comunicação e expressão cultural. Ofereça um momento para que compartilhem suas percepções pessoais.
    Permita que os alunos façam perguntas finais e ofereça feedback positivo para encerrar a aula de forma motivadora.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Nenhuma condição específica foi identificada entre os alunos, mas considere diversificar o formato das apresentações, utilizando recursos audiovisuais, gestos e expressões faciais para promover a compreensão de todos. Mantenha atenção a qualquer sinal de que algum estudante possa estar com dificuldade e ofereça suporte individualizado, se necessário. Inclua sempre espaços para que cada aluno contribua de acordo com suas habilidades e conhecimentos. Mantenha uma postura aberta e receptiva para acolher quaisquer necessidades que possam surgir ao longo das atividades.

  • Aula 2: Criação de instalações artísticas em grupo.
  • Momento 1: Introdução à Atividade Prática (Estimativa: 20 minutos)
    Inicie a aula explicando o objetivo da criação das instalações artísticas. Reforce a importância da colaboração e a diversidade de linguagens artísticas a serem integradas. Apresente referências de instalações famosas para inspirar os alunos, utilizando projeções e vídeos curtos quando necessário. É importante que os alunos entendam o conceito de instalação artística e os critérios de avaliação. Distribua materiais como listas de temas e possibilidades de materiais disponíveis.

    Momento 2: Formação dos Grupos e Planejamento (Estimativa: 25 minutos)
    Organize a turma em grupos, garantindo diversidade e equidade na composição das equipes. Orientar os alunos a escolherem um tema para suas instalações, integrando elementos visuais, verbais e sonoros. Auxilie os grupos na organização de suas ideias, oferecendo sugestões e corrigindo possíveis equívocos no planejamento. Incentive a definição de responsabilidades dentro dos grupos para a execução do projeto. Avalie o nível de engajamento e a capacidade de planejamento de cada grupo.

    Momento 3: Construção das Instalações (Estimativa: 50 minutos)
    Permita que os alunos iniciem a criação das instalações usando os materiais fornecidos. Circule entre os grupos para observar o progresso, oferecendo feedback positivo e sugestões de melhorias. Observe se a colaboração está ocorrendo de forma efetiva, intervendo quando necessário para resolver conflitos e garantir que todos os membros do grupo estejam ativos. Motive os alunos a experimentar diferentes abordagens e reforçar a relação entre o tema escolhido e os elementos da instalação. Avalie a criatividade e expressão artística dos grupos.

    Momento 4: Apresentação e Avaliação das Instalações (Estimativa: 25 minutos)
    Reserve tempo para que cada grupo apresente sua instalação à turma, explicando o conceito, os elementos utilizados e as decisões criativas tomadas. Facilite uma sessão de perguntas e respostas após cada apresentação, incentivando a turma a participar com observações e críticas construtivas. É importante que todos os grupos se sintam valorizados e que o ambiente seja de respeito mútuo. Avalie a capacidade de comunicação, a clareza das ideias apresentadas e a integração das diversas linguagens artísticas na instalação.

Avaliação

A avaliação desta atividade será diversificada para abarcar as diferentes habilidades desenvolvidas. A avaliação formativa será usada ao longo das aulas para oferecer feedback contínuo e orientar o processo de aprendizagem. O objetivo é avaliar a capacidade dos alunos de analisar criticamente e integrar símbolos de diferentes culturas e períodos em suas criações. Critérios de avaliação incluirão a compreensão dos conceitos teóricos, a criatividade e originalidade nas criações, a colaboração em grupo e a capacidade de comunicação durante a apresentação final dos projetos. Um exemplo prático de aplicação é a realização de uma mostra artística onde cada grupo apresenta sua instalação, descrevendo o processo criativo e sua conexão com os conceitos estudados. Avaliações adaptativas podem ser implementadas para atender alunos com diferentes necessidades.

  • Avaliação formativa contínua com feedback.
  • Critérios: compreensão teórica, criatividade, colaboração e comunicação.
  • Exemplo: mostra artística com apresentação das instalações.

Materiais e ferramentas:

Os recursos para a realização desta atividade incluem materiais artísticos como tintas, papel, tecidos, entre outros para a criação das instalações. A sala de aula deve ser equipada com projetores e recursos audiovisuais para a aula expositiva. Ferramentas digitais podem ser acessíveis para pesquisa de referências e inspiração online. Todos os materiais serão disponibilizados levando-se em conta a inclusão e equidade no acesso, garantindo que todos os alunos possam participar plenamente das atividades propostas.

  • Materiais: tintas, papéis, tecidos para instalações.
  • Projetores e recursos audiovisuais.
  • Acesso a ferramentas digitais de pesquisa.

Inclusão e acessibilidade

Entendemos a carga de compromissos que os professores enfrentam diariamente. Todavia, a inclusão é um passo essencial para a formação de um ambiente de aprendizado respeitoso e produtivo. Embora a turma especificada não apresente condições ou deficiências, recomenda-se que o professor adote práticas como o uso de linguagem acessível e apoio visual para facilitar a compreensão. A organização do espaço de aprendizagem deve ser inclusiva, promovendo a livre circulação e interação. Proporcionar um ambiente onde os estudantes sintam-se valorizados e ouvidos promoverá seu desenvolvimento integral e a solidez do processo educativo.

  • Uso de linguagem acessível e apoio visual.
  • Organização do espaço inclusivo.
  • Promoção de valorização e escuta ativa.

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